quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Encantos de Vanessa B.

Vanessa Bernardo é uma menina bacana que conheci há pouco mais de um ano, mas que parece fazer parte da minha vida há tempos. Passamos por vários momentos juntas, perdemos a nossa Highlander, mas estamos aí, firmes e fortes, como sempre. Os ciclos se abrem e se fecham, e acabo de abrir mais um e, por sorte, ela faz parte dele. Fico feliz e meus dias bem mais animados.

Bem, há algumas semanas, Vanessa teve férias e fez o roteiro mais surreal que já vi, no maior estilo A Volta ao Mundo em 80 Dias, só que na ocasião foram 30. Itália, França, Inglaterra, Recife e Argentina. De verdade, esse roteiro é uma compilação de sonhos em um mês.

Da cidade da luz ela me trouxe um mimo lindo, um lenço chiquérrimo. E da cidade da parrilla, um achado super interessante: um vaso de flor, olhem só. O "florero" é de plástico e vem bem compactado na embalagem, como uma folha de papel.
Depois de abri-lo, coloquei umas bolinhas dentro (que ela também me deu), daquelas de gel que absorvem a água e ficam enormes. Pronto!


Este presente me chamou a atenção também pelo nome dos criadores, MORPH. Meu projeto de conclusão da pós teve o nome de MORFA, e tinha todo esse estilo. Lindinho! Obrigada, Va. E na sua casa vai ter MORPH e MORFA, você vai ver.

Alguem pode me dar uma florzinha para colocar aí dentro? Fofo demais.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

UPDATE - Pegando carona nos 8 anos

A tv, que há 20 anos estrelava no meu quarto, entrou no sono profundo essa semana. No more Silvio Santo´s nights for me.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Meus heróis não morreram de overdose

Mas estão separados de corpo. Arnaldo, Sérgio e Rita. E me irrita quando não consigo lidar com a separação, mesmo que alheia. Desde os meus 14 anos ouço Mutantes numa frequência razoável. Ouço tudo que vem deles, desde a música às palavras autobiográficas, até mesmo os relatos desaforados.

Quando a gente escuta uma determinada música, ela tem o poder de nos transportar ao nosso passado, e isso é válido e muitas vezes cativante. Quando ouço Mutantes sou capaz de me transportar para o passado deles. O encantamento/estranhamento de suas músicas deve-se à sua força atemporal. Não é uma ruptura, mas sim u
ma permanência em uma dobra, em algo que não é liso, ditado, esperado. Um lugar onde eu queria permanecer também.

E como hoje estou bem amor, queria compartilhar essa história de amor e outras, de Sérgio e Arnaldo, de Arnaldo e Rita, de Arnaldo e Arnaldo. Histórias que você pode sentir ouvindo as músicas do álbum Loki, por exemplo, considerado uma obra prima, ou se envolvendo nas imagens do documentário homônimo de Paulo Henrique Fontenelle. Para quem não é fã, é legal conhecer. Para quem é, é maravilhoso (na sessão que eu estava, o filme recebeu aplausos sinceros no final, foi lindo).
O filme vai ser lançado em DVD no próximo mês. Taí um item de coleção que ninguém precisa me proteger para não adquiri-lo. Abaixo, o trailer de Loki.

Beijo, Loki, te amo. Um dia vou te visitar em Juiz de Fora.


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pegando carona nos 8 anos



A revista TPM deste mês comemora seus 8 anos. E para ilustrar este momento, pergunta aos colaboradores o que eles tinham aos 8 anos. Como no dasBancas você pode compartilhar este momento, resolvi compartilhar o meu, e reproduzi-lo aqui:

Fabiana Castro disse...

Aos 8 anos, eu tinha um par de pernas finas que flutuavam sob meu short Adidas azul (sem ser aquele de índio). Tinha uma mola maluca e uma tv Philco Hitachi de 14 polegadas que era a sensação do meu quarto (está lá até hoje). Era copa de 90, sediada na Itália, e todas as crianças da rua pintaram aquele mascote horrível no chão, eu inclusive.

7 de Outubro de 2009 09:09

Lembrei, depois de escrever, que eu pedi autógrafo para o Luisinho do Atlético e da Copa na porta da escola, tinha uma agenda com o Menino Maluquinho na capa e cheia de papel de bala dentro, vários pedaços de Geleinha suja agrupados, quebrei o braço andando na minha caloi vermelha, li só o primeiro capítulo do livro O Caso da Borboleta Atíria e tinha um cabelinho "impenteável". E tinha a minha avó Ana, que jogava no bicho pra mim toda semana e dizia que eu perdia sempre porque tinha muitos amigos, e não precisava de dinheiro. Ê vó!... Rsrsrs...



terça-feira, 6 de outubro de 2009

Vida Randômica


A vida é mesmo feita de ciclos. Alguns deles se fecham antes da hora, outros nem deixam saudades. O fato é que muitos destes ciclos estão interligados, como capítulos de um livro, como um cordel. Um livro denso, que faz chover sentimentos de segundo em segundo.

Sempre senti dificuldade para fechar ciclos e vejo que difícil mesmo é tentar entender o capítulo seguinte sem ter lido o anterior com os olhos de dentro, aqueles que só a gente reconhece. O universo está constantemente a favor de um encontro, reencontro, novo encontro. Importante é ler nas entrelinhas, perceber que uma história pode não ser linear, mas é construída de pedaço em pedaço, de lágrima em êxtase, de dissabores em voltas por cima.

Não preciso ter medo, pois eu sou fruto dos meus amores, das minhas dúvidas, conquistas e amenidades. Sou fruto da minha agressividade e da minha paixão pelo que está ao meu alcance. Sou assim, história, porque é isso que tenho, que carrego, que tenho pra contar.

Parafraseando Guimarães Rosa, viver é perigoso, e eu adoro.